O título da Supercopa do Brasil conquistado sobre o Flamengo no último sábado (28), em Brasília, colocou Abel Ferreira ainda mais no topo de maior técnico da história do Palmeiras. Mas a sétima taça conquistada pelo português em terras tupiniquins também trouxe algumas polêmicas consigo. Abel bicou o microfone da Globo e foi expulso de campo restando dois minutos para o final da partida, o que fez com que muitos jornalistas criticassem mais uma atitude intempestiva do treinador na beira do gramado. Fato é que Abel Ferreira é odiado e amado por ser apenas quem ele é: um palmeirense fanático.
Enquanto a mídia se revolta pela maneira como o técnico defende o seu time dentro de campo, seja trombando com o meia adversário ou brigando com os erros de arbitragem durante os 90 minutos, os palmeirenses o idolatram cada vez mais por não abaixar a cabeça para um sistema que é sempre pensado para valorizar o rival da vez, e não o Palmeiras.
Há quem pense que nos colocamos como vítima. Mas é exatamente o contrário. A gente luta com todas as armas que temos para sermos campeões, e contrariar tantos que não aguentam mais nos ver como protagonistas. Ainda mais quando temos o time mais rico e de maior torcida do Brasil do outro lado.
Como pode esse time que não gasta muito, que só aposta na base, atrapalhar o time que deveria ser o mais queridinho e vitorioso do Brasil? Não vale a pena discutir e elogiar a filosofia de trabalho palmeirense. Bater em seu técnico dá muito mais audiência.
Abel Ferreira trabalha para o palmeirense, e não para a Globo, ou para a CBF, Conmebol ou o raio que o parta. Ele não está nem aí para o que os outros pensam. Quando a bola rola, seus olhos só focam em defender os interesses do Palmeiras.
É igual o Podporco. Somos um produto criado e pensado para um palmeirense. Quando um rival nos assistir é claro que ele ficará incomodado com o nosso conteúdo, mas a intenção é exatamente essa, uma vez que nosso público alvo são os alviverdes espalhados pelo mundo inteiro.
Abel sabe que exagera e passa do ponto em algumas atitudes na sua área técnica, o próprio já admitiu, mas ainda não aprendeu a controlar suas emoções em momentos mais críticos. Ele precisa mudar (embora muitos palmeirenses não querem que ele mude!).
Mas tentar retirar os seus pequenos defeitos com críticas sujas e até irresponsáveis, é retirar também a sua humanidade. Dá pra criticá-lo dentro da seara do jogo sem ser apelativo e até criminoso.
Abel Ferreira já é o maior treinador da história do Palmeiras e dentro de sua trajetória de mais de dois anos defendendo o alviverde imponente, ele soube como ninguém unir toda a coletividade e contagiar até os mais críticos e ferrenhos torcedores. Exatamente por ser palmeirense ao extremo.
E quem o critica, é porque sonha com um técnico que defenda as suas cores como Abel defende as nossas.
Não há mais discussão. Faz tempo. Estamos diante do maior, e só nos resta agradecer por estar vivenciando a era mais vitoriosa de um clube de mais de 108 anos.
Obrigado por ser um dos nossos, Abel. Você precisa se controlar, mas jamais abaixar a cabeça diante de uma injustiça com a camisa que você defende com tanta identidade.